22/05/26

Teatro A Casa Morreu

 


A habitação não anda direita, apesar de ser um direito. Há casas sem gente, há gente sem casa, há casas onde não cabe mais gente. A habitação-negócio é a negação da casa-lar. Morreram as casas como as conhecíamos. O que fazer perante isso? Colocar os dedos todos na ferida. Fazer doer ainda mais. Esta é a III edição de Diário de uma República, projecto de Teatro e Fotografia (2020 - 2030) da Amarelo Silvestre.

Diário de uma República (DR) é um olhar-ver artístico, através do teatro e da fotografia, atento ao que vão sendo as pessoas e as paisagens de Portugal, entre 2020 e 2030. A este projecto da Amarelo Silvestre juntam-se os fotógrafos Augusto Brázio e Nelson d’Aires. A I edição de DR, dedicada à Justiça, estreou em 2021, com residências de fotografia em 2020/2021. A II edição, dedicada ao Trabalho, estreou em 2023, com residências de fotografia em 2022/2023. A III edição estreia este ano, com residências de fotografia em 2024/2025, e é dedicada à Habitação.

Ficha artística e técnica:

Direcção Artística Fernando Giestas

Apoio Direcção Artística Rafaela Santos

Fotografia Augusto Brázio e Nelson d'Aires

Interpretação Daniel Teixeira Pinto, Fernando Giestas e Rafaela Santos

Apoio Movimento Pietro Romani

Apoio Voz Rafael Gomes

Cenografia Henrique Ralheta

Desenho Luz Guilherme Pompeu

Música José Pedro Pinto e Leonardo Outeiro

Operação Técnica Marlene Ramos

Operação Som Leonardo Patrício

Consultoria Artística Alex Cassal e Fernanda Eugénio

Equipa Amarelo Silvestre Marlene Ramos e Susana Figueira Henriques (Produção Executiva), Carla Ramos (Gestão), Cátia Veloso Marques (Mediação), Maria Inês Santos (Redes Sociais)

Produção Amarelo Silvestre

Co-Produção Cineteatro Louletano

Residências Artísticas Almada (Companhia de Teatro / Festival de Teatro), Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente), Covilhã (Quarta Parede), Loulé (Cineteatro Louletano), Nelas (As Casas do Visconde)

Colaboração Canto e Encanto

Agradecimento: Dual Borgstena Textile Portugal, DS Smith, Lda

Parceria As Casas do Visconde, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, Junta de Freguesia de Canas de Senhorim

Parceria Media Antena 2

Apoio Câmara Municipal de Nelas e Direcção-Geral das Artes

Apoio Técnico Mafia - Federação Cultural de Coimbra

Fonte: Centro Cultural e Congressos - Caldas da Rainha




20/05/26

Donald Trump - Parte 2

 












Diga 33 - Pedro Oom

 


Se fosse vivo, Pedro Oom completaria 100 anos no próximo dia 24 de junho. Dele se diz, meio a brincar, meio a sério, que morreu de felicidade a 26 de Abril de 1974. Estava com amigos, no Restaurante 13, a festejar a chegada da liberdade ao país. 

A sua obra literária, poética e panfletária, ficou dispersa, dela se tendo feito uma reunião no volume Actuação Escrita 1, publicado pela & etc em 1980. Como tantos dos nossos surrealistas, Oom começou por estar ligado ao neo-realismo, mas acabou como inventor do abjeccionismo: «Que pode fazer um homem desesperado, quando o ar é um vómito e nós seres abjetos?» 

Sobre ele e a sua obra nos vem falar Maria de Fátima Marinho (1954), Professora Emérita da Universidade do Porto, doutorada com tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-Reitora da UP, até 2018. 

Em novembro de 2015, foi condecorada pelo Governo Francês com as insígnias de Officier de l’Ordre des Palmes Académiques. É autora de vários livros, de entre os quais se salientam: Herberto Helder, a Obra e o Homem (1982); O Surrealismo em Portugal (1987); A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade (1989); O Romance Histórico em Portugal (1999); Um Poço sem Fundo – novas reflexões sobre literatura e história (2005); History and Myth – the presence of national myths in Portuguese Literature (2008); Camilo Castelo Branco e a atração dos abismos (2022). A sua actividade – que inclui ensaios publicados em inúmeras revistas – centra-se nos estudos dos séculos XIX – XXI: poesia, romance e romance histórico.

Programa elaborado por: Henrique Manuel Bento Fialho | Organização: Teatro da Rainha

Fonte: foto & texto, Centro Cultura e Congressos

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17/05/26

Parolos

 





E. M. Forster

 


Retrato de E. M. Forster por Dora Carrington

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Poderia ter sido um escritor mais famoso se tivesse escrito e publicado mais, mas o sexo não permitiu esta última.

 


Maurice é um filme britânico de 1987, do género drama, dirigido por James Ivory, com roteiro baseado no romance homônimo de E. M. Forster.

Sinopse:
Durante uma viagem à praia, Maurice Hall, um estudante de 11 anos, recebe instruções sobre o "mistério sagrado" do sexo de seu professor, que quer explicar ao menino órfão de pai as mudanças que ele experimentaria na puberdade.

Anos mais tarde, em 1909, Maurice está frequentando a Universidade de Cambridge, onde faz amizade com dois colegas estudantes: o aristocrático Visconde Risley e o rico e bonito Clive Durham. Clive se apaixona por Maurice e o surpreende ao confessar seus sentimentos. A princípio, Maurice reage com horror, mas logo percebe que sente o mesmo. Os dois amigos começam um caso de amor, mas, por insistência de Clive, seu relacionamento continua não sexual. Ir além, na opinião de Clive, diminuiria os dois. Clive, um membro da classe alta, tem um futuro promissor pela frente e não quer arriscar perder sua posição social. Seu relacionamento próximo continua depois que Maurice é expulso de Cambridge e começa uma nova carreira como corretor da bolsa em Londres.

Os dois amigos mantêm seus sentimentos em segredo, mas ficam assustados quando Risley é preso e sentenciado a seis meses de trabalhos forçados após solicitar sexo de um soldado. Clive, com medo de ser exposto como homossexual, termina com Maurice. Após seu retorno de uma viagem à Grécia, Clive, sob pressão de sua mãe viúva, se casa com uma garota rica e ingênua chamada Anne e se estabelece em uma vida de domesticidade em sua propriedade de Pendersleigh.

Maurice busca a ajuda de seu médico de família, Dr. Barry, que descarta as dúvidas de Maurice como "lixo". Maurice então recorre ao Dr. Lasker-Jones , que tenta "curar" seus desejos homossexuais com hipnose. Durante suas visitas a Pendersleigh, Maurice atrai a atenção de Alec Scudder, o sub-guarda-caça que deve emigrar para a Argentina. Maurice não apenas deixa de notar o interesse de Alec nele, mas inicialmente o trata com desprezo. Isso não desencoraja Alec, que espiona Maurice à noite. Simcox, o mordomo de Pendersleigh, suspeitando da verdadeira natureza do relacionamento passado de Maurice e Clive, deu a entender a Alec sobre a natureza de Maurice. Uma noite, Alec sobe uma escada e entra no quarto de Maurice por uma janela aberta. Ele beija Maurice, que é completamente pego de surpresa, mas não resiste aos seus avanços sexuais.

Após sua primeira noite juntos, Maurice recebe uma carta de Alec propondo que eles se encontrem no ancoradouro de Pendersleigh. Maurice acredita erroneamente que Alec o está chantageando. Maurice retorna ao Dr. Lasker-Jones, que avisa Maurice que a Inglaterra é um país que "sempre foi avesso a aceitar a natureza humana" e o aconselha a emigrar para um país onde a homossexualidade não seja mais criminalizada, como França ou Itália. Quando Maurice não aparece no ancoradouro, Alec viaja para Londres e o visita em seus escritórios, causando alguma surpresa entre os colegas de Maurice.

Maurice e Alec vão ao Museu Britânico para conversar, e o mal-entendido da chantagem é resolvido. Maurice começa a chamar Alec pelo primeiro nome. Eles passam a noite juntos em um quarto de hotel, e quando Alec sai na manhã seguinte, ele explica que sua partida para a Argentina é iminente e que eles não se verão novamente. Maurice vai ao porto para dar a Alec um presente de despedida, apenas para descobrir que Alec perdeu a viagem. Maurice vai a Pendersleigh e confessa a Clive seu amor por Alec. Clive, que esperava que Maurice se casasse, fica perplexo com o relato de Maurice. Os dois se separam e Maurice vai até a casa de barcos procurando por Alec, que está lá esperando por ele. Alec deixou sua família e abandonou seus planos de emigrar para ficar com Maurice, dizendo a ele: "Agora nunca mais nos separaremos". Enquanto isso, Clive está se preparando para dormir e relembra brevemente seu tempo com Maurice.

Elenco:
James Wilby - Maurice Hall
Hugh Grant - Clive Durham
Rupert Graves - Alec Scudder
Denholm Elliott - Doctor Barry
Simon Callow - Mr. Ducie
Billie Whitelaw - Mrs. Hall
Barry Foster - Dean Cornwallis
Judy Parfitt - Mrs. Durham

Phoebe Nicholls - Ane Durham
Ben Kingsley - Lasker-Jones
Patrick Godfrey - Simcox
Mark Tandy - Risley
Kitty Aldridge - Kitty Hall
Helena Michell - Ada Hall
Catherine Rabett - Pippa Durham
Peter Eyre - Rev. Borenius

Fonte do texto: Wikipédia

Está disponível no YouTube o filme completo:


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Apesar de tudo e de todos, continuamos a proibir que cada um seja dono do seu corpo, e responsável pelos seus sentimentos... 







Tira do dia

 



A ser verdade, é uma evidência de pobreza de espírito do ser humano. De alguns!