30/05/26

Infelizes

 

Ai, se Passos Coelho fosse honesto!

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Se Passos Coelho tivesse começado por congelar as contas dos bandidos do seu partido, que afundaram o país, seria hoje um primeiro ministro que veio para ficar; Se Passos Coelho tivesse despedido, no primeiro dia da descoberta das falsas habilitações, o seu amigo Relvas, seria hoje um homem respeitado; Se Passos Coelho tivesse começado por tributar os grandes rendimentos dos tubarões, em vez de começar pela classe média baixa, hoje toda a gente lhe fazia uma vénia ao passar; Se Passos Coelho cumprisse o que prometeu, ou pelo menos tivesse explicado aos portugueses porque não o fez, era hoje um Homem com H grande. Se Passos Coelho, tirasse os subsídios aos políticos em vez de roubar os reformados, era hoje um homem de bem; Se Passos coelho reduzisse para valores decimais as fundações e os observatórios, era hoje um homem de palavra. Se Passos Coelho avançasse com uma Lei anticorrupção de verdade, doesse a quem doesse, com os tribunais a trabalharem preferencialmente nela, seria já hoje venerado como um Santo...etc. etc. etc. 

Mas não!!!!

Passos Coelho é hoje visto como um mentiroso, um aldrabão, um "Yes Man" ao serviço de grandes empresas, da Sª Merkel, de Durão Barroso, de Cavaco Silva, manipulado a torto e a direito pelo maior vigarista das falsas habilitações, Miguel Relvas, é visto como um robot do outro robot sem alma e coração, o Srº Vitor Gaspar.

 Joaquim  Letria

Fonte: Aqui


22/05/26

Teatro A Casa Morreu

 


A habitação não anda direita, apesar de ser um direito. Há casas sem gente, há gente sem casa, há casas onde não cabe mais gente. A habitação-negócio é a negação da casa-lar. Morreram as casas como as conhecíamos. O que fazer perante isso? Colocar os dedos todos na ferida. Fazer doer ainda mais. Esta é a III edição de Diário de uma República, projecto de Teatro e Fotografia (2020 - 2030) da Amarelo Silvestre.

Diário de uma República (DR) é um olhar-ver artístico, através do teatro e da fotografia, atento ao que vão sendo as pessoas e as paisagens de Portugal, entre 2020 e 2030. A este projecto da Amarelo Silvestre juntam-se os fotógrafos Augusto Brázio e Nelson d’Aires. A I edição de DR, dedicada à Justiça, estreou em 2021, com residências de fotografia em 2020/2021. A II edição, dedicada ao Trabalho, estreou em 2023, com residências de fotografia em 2022/2023. A III edição estreia este ano, com residências de fotografia em 2024/2025, e é dedicada à Habitação.

Ficha artística e técnica:

Direcção Artística Fernando Giestas

Apoio Direcção Artística Rafaela Santos

Fotografia Augusto Brázio e Nelson d'Aires

Interpretação Daniel Teixeira Pinto, Fernando Giestas e Rafaela Santos

Apoio Movimento Pietro Romani

Apoio Voz Rafael Gomes

Cenografia Henrique Ralheta

Desenho Luz Guilherme Pompeu

Música José Pedro Pinto e Leonardo Outeiro

Operação Técnica Marlene Ramos

Operação Som Leonardo Patrício

Consultoria Artística Alex Cassal e Fernanda Eugénio

Equipa Amarelo Silvestre Marlene Ramos e Susana Figueira Henriques (Produção Executiva), Carla Ramos (Gestão), Cátia Veloso Marques (Mediação), Maria Inês Santos (Redes Sociais)

Produção Amarelo Silvestre

Co-Produção Cineteatro Louletano

Residências Artísticas Almada (Companhia de Teatro / Festival de Teatro), Coimbra (Teatro Académico Gil Vicente), Covilhã (Quarta Parede), Loulé (Cineteatro Louletano), Nelas (As Casas do Visconde)

Colaboração Canto e Encanto

Agradecimento: Dual Borgstena Textile Portugal, DS Smith, Lda

Parceria As Casas do Visconde, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, Junta de Freguesia de Canas de Senhorim

Parceria Media Antena 2

Apoio Câmara Municipal de Nelas e Direcção-Geral das Artes

Apoio Técnico Mafia - Federação Cultural de Coimbra

Fonte: Centro Cultural e Congressos - Caldas da Rainha




20/05/26

Donald Trump - Parte 2

 












Diga 33 - Pedro Oom

 


Se fosse vivo, Pedro Oom completaria 100 anos no próximo dia 24 de junho. Dele se diz, meio a brincar, meio a sério, que morreu de felicidade a 26 de Abril de 1974. Estava com amigos, no Restaurante 13, a festejar a chegada da liberdade ao país. 

A sua obra literária, poética e panfletária, ficou dispersa, dela se tendo feito uma reunião no volume Actuação Escrita 1, publicado pela & etc em 1980. Como tantos dos nossos surrealistas, Oom começou por estar ligado ao neo-realismo, mas acabou como inventor do abjeccionismo: «Que pode fazer um homem desesperado, quando o ar é um vómito e nós seres abjetos?» 

Sobre ele e a sua obra nos vem falar Maria de Fátima Marinho (1954), Professora Emérita da Universidade do Porto, doutorada com tese sobre o Surrealismo em Portugal. Professora Catedrática da FLUP desde 2001, foi Diretora da Faculdade de 2010 a 2014, ano em que assumiu as funções de Vice-Reitora da UP, até 2018. 

Em novembro de 2015, foi condecorada pelo Governo Francês com as insígnias de Officier de l’Ordre des Palmes Académiques. É autora de vários livros, de entre os quais se salientam: Herberto Helder, a Obra e o Homem (1982); O Surrealismo em Portugal (1987); A Poesia Portuguesa nos Meados do Século XX – Ruturas e continuidade (1989); O Romance Histórico em Portugal (1999); Um Poço sem Fundo – novas reflexões sobre literatura e história (2005); History and Myth – the presence of national myths in Portuguese Literature (2008); Camilo Castelo Branco e a atração dos abismos (2022). A sua actividade – que inclui ensaios publicados em inúmeras revistas – centra-se nos estudos dos séculos XIX – XXI: poesia, romance e romance histórico.

Programa elaborado por: Henrique Manuel Bento Fialho | Organização: Teatro da Rainha

Fonte: foto & texto, Centro Cultura e Congressos

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